Musa da Porto da Pedra, Anny Alves, encarna a sedução da noite em ensaio fotográfico na comunidade

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Em contagem regressiva para o desfile oficial, a musa da Unidos do Porto

da Pedra, Anny Alves, parou a comunidade de São Gonçalo ao protagonizar

um ensaio fotográfico carregado de simbolismo e beleza. Ambientado em um

bar tradicional localizado estrategicamente em frente à quadra da

escola, o ensaio buscou dar vida ao enredo “Das Mais Antigas da Vida, o

Doce e Amargo Beijo da Noite”, que este ano aborda a história e a

resistência das profissionais do sexo. Através das lentes, Anny buscou

representar a força, a beleza e a sedução intrínsecas à mulher da noite,

conectando a narrativa do Tigre de São Gonçalo com a realidade das ruas.

 

Para a ocasião, a musa escolheu um figurino arrebatador que sintetiza a

dualidade entre o glamour e a luta diária. A peça principal é um mini

dress com recortes vazados, em um degradê vibrante que transita entre o

vermelho e o laranja, inteiramente bordado com cristais e pedrarias que

refletem a luz urbana. O visual foi complementado por um adereço floral

vermelho nos cabelos e um leque coordenado, elementos que evocam a

estética clássica das damas da noite e reforçam o ar de mistério e

autoridade feminina.

 

Emocionada com o projeto, Anny destacou a importância de levar essa

mensagem para a Avenida: “Quisemos trazer o ensaio para o bar, para o

chão da nossa comunidade, porque é onde a vida acontece. Esse figurino

representa a chama e a coragem dessas mulheres que, mesmo diante do

amargo do preconceito, não perdem o brilho e a doçura. Ser musa da Porto

da Pedra este ano é dar voz a essas histórias com todo o respeito e

beleza que elas merecem”, afirmou a musa.

 

A escolha do cenário, um bar popular no coração da Porto da Pedra,

reforça o compromisso da musa em humanizar o tema e celebrar as mulheres

que fazem da noite o seu sustento. Ao unir a sofisticação das pedrarias

com a simplicidade do cotidiano da comunidade, Anny Alves antecipa o

clima de um desfile que promete ser antropológico e emocionante, levando

para a Sapucaí uma homenagem àquelas que desafiam preconceitos e

escrevem a história sob as luzes da boemia.

 

 

FOTOS: Léo Cordeiro