Reunidos em plenária realizada nesta quarta-feira (21), na sede da Liga
RJ, no Centro do Rio, os presidentes e representantes das escolas de
samba da Série Ouro reafirmaram um posicionamento coletivo em defesa das
agremiações e da correta gestão do Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A
decisão foi aprovada de forma conjunta pelos dirigentes, que destacaram
a necessidade de preservação do caráter público do equipamento
municipal.
No encontro, ficou definido que as escolas irão oficialmente à Riotur e
aos órgãos competentes para protocolar um documento com o entendimento
comum do grupo sobre a gestão e o uso do Sambódromo, ressaltando que a
Passarela do Samba deve atender ao interesse público e garantir
igualdade de acesso às agremiações que realizam o espetáculo.
Os presidentes consideram inadmissível que a Marquês de Sapucaí seja
tratada como propriedade privada, com exploração comercial de camarotes
e espaços publicitários sem qualquer retorno às escolas da Série Ouro,
protagonistas do Carnaval. Para os dirigentes, a prática configura
enriquecimento sem causa e fere princípios básicos da gestão pública.
O posicionamento aprovado defende ainda que a Riotur atue para
resguardar a natureza pública do Sambódromo, estabelecendo critérios
justos, transparentes e equilibrados, que beneficiem todas as partes
envolvidas e não apenas um grupo restrito.
Os desfiles da Série Ouro estão programados para os dias 13 e 14 de
fevereiro, na Marquês de Sapucaí.
Foto: Divulgação/Liga RJ

























