Será lançado no próximo dia 26 de junho, às 15h, no Instituto Histórico
e Geográfico do Rio de Janeiro (IHGRJ), o livro “1964 – O que ainda nos
resta dizer?”. Organizado pela historiadora Luciene Carris e publicado
pela Editora Metanoia, a obra reúne textos de 11 autores que revisitam o
período da ditadura militar no Brasil a partir de uma perspectiva
crítica, conectando os eventos históricos às questões contemporâneas.
Segundo Luciene Carris, sócia efetiva do Instituto Histórico e
Geográfico do Rio de Janeiro, a escolha do IHGRJ para este lançamento se
deve ao fato da instituição, fundada em 1957, ter um papel fundamental
na preservação da memória e na promoção da pesquisa histórica sobre o
Rio de Janeiro.
A coletânea é dividida em oito capítulos e aborda temas como a repressão
a trabalhadores rurais, a luta por moradia, a resistência artística e
comunitária, as políticas indigenistas e a destruição e reconstrução de
patrimônios históricos. A publicação também discute aspectos
fundamentais como a liberdade de expressão, a cultura e os direitos
civis durante o regime militar.
Com uma abordagem plural, a obra propõe um diálogo entre passado e
presente, incentivando a reflexão sobre a memória histórica e os
desafios atuais à democracia e à liberdade de expressão.
Entre os autores estão Andréa Cristina de Barros Queiroz, Carlos Eduardo
Pinto de Pinto, Rodolfo Rodrigues de Souza, Andréa Casa Nova Maia,
Adriana Camargo Pereira, Rita Lages Rodrigues, Vicente Saul Moreira dos
Santos, Silene Orlando Ribeiro, Luzimar Soares Bernardo e Mário Brum,
além da própria organizadora, em coautoria com Maria Nilda Bizzo.
“Essa coletânea nasceu da urgência de revisitarmos criticamente a
ditadura civil-militar, não apenas como um capítulo encerrado da nossa
história, mas como um período da história do Brasil, que ainda ecoa na
atualidade. Cada texto presente no livro propõe um diálogo entre
história e atualidade, convidando o leitor a refletir sobre o que
significa defender a democracia e os direitos civis hoje. Mais do que
revisitar o passado, o livro convida à ação no presente — porque lembrar
é também resistir. Negar esse período não é apenas ignorar a dor das
vítimas e de seus familiares, mas também rejeitar a importância da
memória histórica para a consolidação da democracia e a garantia dos
direitos humanos. Ao ignorar o passado corremos o risco de repetir os
mesmos erros”, explica Luciene Carris.
Serviço:
Lançamento do livro: 1964 – O que ainda nos resta dizer?
Organização: Luciene Carris
Editora: Metanoia
Data: 26 de junho (quarta-feira)
Horário: 15h
Local: Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro (IHGRJ)
Endereço: Av. Augusto Severo, 8 – Glória, Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro.
























