Em janeiro chega aos palcos cariocas “Redescobrindo Brasis”, espetáculo
que se propõe a recontar histórias de personalidades negras do país, que
tiveram suas narrativas contadas a partir dos olhos da colonialidade, a
partir do olhar delas, reescrevendo assim novas histórias e trazendo
novos olhares. “Redescobrindo Brasis” é um projeto apresentado pelo
Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de
Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de
Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc pelo Edital Fluxos
Fluminenses, e terá sessões em 30 e 31 de janeiro, sexta e sábado, às
19h, no Teatro Correios Lea Garcia, Centro (RJ). Ambos os dias terão
interpretação em libras e no sábado haverá audiodescrição.
“A proposta do espetáculo inclui olhar para o Brasil que somos cada um
de nós, também nos enxergando como protagonistas das nossas próprias
narrativas enquanto sujeitos. A seleção partiu do processo de pesquisa e
estímulo da direção com as atuantes. A partir disso, eles tiveram
liberdade para escolher entre as figuras já mapeadas pela direção ou
outras que tivessem interesse em recontar”, conta Capelloni, diretor do
espetáculo.
A produção oferece a oportunidade de recontar as vidas de figuras como
Madame Satã, Stéla do Patrocínio, Lélia Gonzalez de Oxum, Xica Manicongo
e Carolina Maria de Jesus personagens cuja trajetória foi marcada por
versões contadas através do olhar do colonizador. Neste espetáculo, é
devolvida a essas vozes a chance de desfazer as mentiras e estereótipos
que lhes foram impostos, permitindo que eles mesmos contem sua própria
história.
“Os livros de histórias contam a partir da perspectiva da branquitude,
do saber hegemônico, muitas vezes sem considerar a subjetividade das
pessoas negras. Contar sob nova ótica nesse contexto é possibilitar um
olhar negro para essas narrativas. Quem assistir “Redescobrindo Brasis”
pode esperar um espetáculo que mergulha com profundidade e afeto nas
histórias trazendo uma nova lente que nos permite ver as personalidades
negras como elas realmente são: potência, resistência, multiplicidade e
personalidades”.
Estrelado por Aryelle, Glass, Karla Muniz Ribeiro, Matheus Marins e
Paulla Mello, “Redescobrindo Brasis” tem direção cênica e musical de
Capelloni e preparação de elenco de Tatiana Henrique, com produção da
Onã Cultural, produtora da cidade de Nilópolis na Baixada Fluminense que
tem na construção de caminhos e promoção de encontros o seu propósito. A
instituição fundada em 2021 por Aryelle, Capelloni e Paulla Mello
desenvolve trabalhos em múltiplas vertentes artísticas tendo o teatro,
música, audiovisual e dança como principais. Este é o segundo espetáculo
autoral da produtora, que anteriormente circulou com “Morena?”.
Um dos objetivos da produtora é envolver atores e atrizes negros da
Baixada Fluminense com experiência em teatro, oferecendo visibilidade e
oportunidades de atuação em um projeto relevante no cenário cultural
carioca, e descentralizar a produção teatral, apresentando o espetáculo
tanto em grandes centros como no centro do Rio de Janeiro quanto em
áreas periféricas, como a Baixada Fluminense, democratizando o acesso à
cultura.
“Ter uma equipe artística em cena e direção integralmente da Baixada
Fluminense é fundamental nesse caminho de ‘redescobrir brasis’. Uma vez
que a Baixada é um território marcado midiaticamente pelas ausências,
possibilitar mostrar qualidade técnica, pesquisa e narrativa em alto
nível para nós é corroborar com esse caminho de recontar histórias.
Chegar com um trabalho forjado nesse território é dizer que as ausências
existem, mas que as nossas potencialidades vão muito além e que estamos
nesse movimento de retomada pelo nosso lugar”, conta Capelloni.
“Redescobrindo Brasis” é um espetáculo em dois atos. O primeiro traz
para o centro da cena algumas personalidades históricas, criando
paralelos entre os atuantes e os personagens em um jogo com o público. O
segundo ato traz a redescoberta de si, com um momento de reflexão sobre
outras possíveis histórias que poderiam ser contadas aqui e a
redescoberta de si, a percepção de cada um de nós como retalho de brasil
com compartilhamento das narrativas pessoais dos próprios atuantes.
“Esperamos que o público aproveite e viva intensamente a experiência,
possibilitando mergulhar nas histórias e perceber que ‘somos muito mais
do que teu olho branco pode ver’. A ideia é que o público saia munido de
mais informação e da percepção de que nós somos muitas coisas, para além
do que a grande mídia e a história tradicional tendem a escrever sobre
as nossas trajetórias”, completa Capelloni.
Os ingressos estão à venda pelo
SERVIÇO
Temporada: 30 e 31 de janeiro
Local: Teatro Correios Lea Garcia
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro
Classificação: 12 anos
Duração: 80min
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia)
Link de venda:
Ficha Técnica
Direção, Direção Musical e Dramaturgia: Capelloni
Texto: Aryelle, Capelloni, Glass, Karla Muniz Ribeiro, Matheus Marins e
Paulla Mello
Músicas: Aryelle, Capelloni, Glass, Karla Muniz Ribeiro e Paulla Mello
Elenco: Aryelle, Glass, Karla Muniz Ribeiro, Matheus Marins e Paulla
Mello
Preparação de Elenco: Tatiana Henrique
Figurino: Aryelle
Costureira: Gisele Cristine Araújo
Iluminação: Filipe Magalhães e Sandro Demarco
Operação de Iluminação: Filipe Magalhaes
Identidade Visual: Mari Dantas
Fotografia: Berro INC e Paulo Aragon
Registro Videográfico: Berro INC
Assistente de Comunicação e Produção: Ivy Magalhães
Estagiária de Comunicação: Brenda Vasconcellos
Assessoria de Imprensa: MercadoCOM (Ribamar Filho e João Agner)
Consultoria de Acessibilidade: Rita Valentim
Audiodescrição: Cinema Falado
Assistente de Produção e Administração: Ketelen Luiza
Idealização, Produção e Comunicação: Onã Cultural
Instagram: https://www.instagram.com/redescobrindobrasis/




























