Filha da partideira Jovelina Pérola Negra grava audiovisual em dois shows gratuitos

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A saudosa Jovelina Pérola Negra deixou herança. Sua filha Cassiana, que

começou cantando sem pretensão de virar cantora, chega aos 20 anos de

carreira comemorando com gravação de audiovisual em dois shows abertos

ao público, de graça, nos dias 21 e 29, no Mirante da Igreja da Penha e

na quadra do Império Serrano, onde, no mesmo dia, à tarde, será

oferecida uma oficina de banjo com o músico e luthier Márcio Vandelei.

O projeto – que tem produção de Marcos Salles, direção musical e

arranjos de Márcio Ricardo – foi contemplado no edital Fluxos

Fluminense, da Secretaria do de Cultura e Economia Criativa do Estado do

Rio de Janeiro.

 

“Cassiana é uma herança da mãe, minha amiga Jovelina, com quem trabalhei

em cinco de seus oito discos e dirigi no teatro. Passei a dirigir a

filha em shows de teatro, depois de tê-la lançado no DVD “Raça

Brasileira 20 Anos” em 2005″, conta Marcos Salles, que completa: “gosto

muito da energia que a Cassiana leva pro palco e faz todo o povo cantar

logo na primeira música. Cassiana tira a sandália, fica descalça e

embala o partido alto na palma de mão, como gosta de pedir ao público.

Com ela acontece como acontecia com a mãe: deixa o palco fervendo”.

 

Vai valer a pena assistir às duas partes da gravação porque as

apresentações terão repertórios diferentes. No dia 21, quando Jovelina

faria 81 anos, Cassiana interpretará sucessos da mãe, como como

“Feirinha da Pavuna”, “Menina você bebeu”, “Luz do repente” e “Sorriso

aberto”, no Mirante da Igreja da Penha, às 15h, com entrada gratuita ao

público a partir das 13h. Já no dia 29, quando a segunda parte do

audiovisual será gravada na quadra do Império Serrano, em cuja ala das

baianas Jovelina desfilava, o roteiro incluirá clássicos, como

“Tendência” (Dona Ivone Lara / Jorge Aragão), “Será que é amor” (Arlindo

Cruz / Babi / Júnior Dom) e “Mordomia” (Ari do Cavaco / Gracinha),

imortalizado na voz de Almir Guineto. A gravação começa às 20h.

 

“Tudo começou no Espírito Santo, num tributo à minha mãe. Acabei subindo

no palco e cantando, mas não imaginava que ali era o início da minha

carreira de cantora. Participei de um DVD idealizado e produzido por

Marcos Salles, e tudo foi acontecendo. Passei a frequentar as rodas

Cacique de Ramos, e, canta daqui, canta dali, fui botando a minha cara,

o que, pra mim, foi extremamente necessário, porque quem faz o artista é

a rua. Tem que ir pra rua, tem que pegar essa atmosfera da rua, rodeada

pelo público, todo mundo marcando o ritmo na palma da mão. A palma da

mão é imprescindível. Se faltar a palma da mão, tudo se encerra. Minha

energia se esvai, tudo acaba, pois trata-se de uma troca”, revela

Cassiana.

 

E a oficina de banjo, mais uma contrapartida do projeto, será ministrada

por Márcio Vandelei, músico referência do samba no banjo e cavaco, que

tocou, durante muitos anos, nas bandas de Beth Carvalho e Arlindo Cruz.

É só chegar à quadra do Império Serrano, no dia 29, com o banjo e

participar. O horário é das 14h às 16h.

 

 

 

Serviço

 

Gravação do audiovisual “Cassiana 20 Anos”, projeto contemplado no

edital Fluxos Fluminense, da Secretaria do de Cultura e Economia

Criativa do Estado do Rio de Janeiro.

 

Primeira parte:

 

Dia 21, 15h, no Mirante da Igreja da Penha. O público deve chegar a

partir das 13h.

 

 

 

Segunda parte:

 

Dia 29, 20h, na quadra do Império Serrano – Av. Ministro Edgard Romero

114, Madureira.

 

 

 

Oficina de Banjo:

 

Dia 29, das 14h às 16h, na quadra do Império Serrano.

 

Todos os eventos são gratuitos.