O espetáculo “Elas ganham voz”, solo autoral da atriz e performer Juliana Yurk, com direção de Sol Faganello, estreia em março no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro, com ingressos à venda pelo Sympla. A temporada acontece de 03 a 25 de março, com apresentações às terças e quartas-feiras, às 19h.
Em cena, a artista reúne relatos autobiográficos e memórias de mulheres de sua família para tratar de violência sexual, trauma, silenciamento e processos de reparação. A montagem articula corpo, performance, vídeo e palavra, em uma proposta que busca ampliar o debate público sobre o tema e criar um espaço de escuta e reflexão para o público. “Em ‘Elas ganham voz’, eu transformo silêncio em palavra e corpo em memória. É um trabalho que nasce de vivências reais e da escuta das mulheres da minha família, para abrir uma conversa pública sobre violência sexual, trauma e reparação”, afirma Juliana.
O trabalho é um desdobramento do curta-metragem experimental “Elas”
(2022), dirigido e performado por Juliana Yurk em parceria com a diretora Barbara Roma, e aprofunda a pesquisa iniciada no filme. A primeira versão cênica do solo foi apresentada em ensaio aberto em 2024, no Espaço de Provocação Cultural (SP), sob orientação de Maria Amélia Farah.
A temporada de estreia tem a direção de Sol Faganello, para Sol, o convite para dirigir o trabalho autoral de Juliana representou mais do que uma parceria artística, “foi uma convocação, um chamado para construirmos juntas uma ponte poderosa de reflexão por meio da linguagem teatral”, afirma. A diretora destaca que o espetáculo nasce de uma trajetória corajosa de enfrentamento, mas também se projeta para o futuro, dialogando com as meninas que estão nascendo hoje. “É por todas que precisamos desmascarar a cultura do estupro e continuar a lutar”, completa.
Com 55 minutos de duração e classificação indicativa de 18 anos, “Elas ganham voz” é criada por um time de artistas mulheres, tem criação de trilha sonora original de Camila Couto e criação de luz por Jessica Catherine. A peça aborda conteúdo sensível relacionado à violência sexual e abuso, de forma direta e cuidadosa.
Sobre a artista
Juliana Yurk é atriz, diretora, roteirista e performer. O curta “ELAS”
foi selecionado e premiado em festivais no Brasil e no exterior, incluindo o New York International Women Festival, o Festival Internacional de Cine Silente (México) e o Los Angeles Autores Independentes. Natural de Curitiba, está radicada no Rio de Janeiro. A artista tem formação em Cinema, Artes Cênicas e Comunicação e cursa pós-graduação em Arteterapia.
Ficha Técnica do espetáculo
Direção: Sol Faganello
Dramaturgia: Juliana Yurk
Elenco: Juliana Yurk
Assitência de direção: Antonio Salviano
Trilha sonora original: Camila Couto
Iluminação: Jessica Catharine
Operação de luz: Jessica Catharine
Operação de som: Dafne Rufino
Costureira: Célia Mara Sellmer Iurk
Orientação dramatúrgica: Maria Amélia Farah
Preparação Vocal: Patizza
Fotografia de divulgação: Marcel Nascimento e Adelice Porfírio
Produção audiovisual: Jubs Films
Vídeos de divulgação: Polvo Produções e Juliana Yurk
Mídias digitais: David Ferbs
Direção de produção: Sol Faganello e Juliana Yurk
Produção executiva: Antonio Salviano
Assessoria de imprensa: Mar Comunicação
Idealização e Produção: Jubs Films
Serviço
Espetáculo: “Elas ganham voz”, um solo autoral de Juliana Yurk
Direção: Sol Faganello
Local: Av Rio Branco, 241 Centro, Rio de Janeiro / Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF RJ)
Temporada: de 03 a 25 de março
Dias e horários: terças e quartas-feiras, às 19h
Entrada: 60,00 R$ inteira e 30,00 R$ meia-entrada ou lista amiga
Duração: 55 minutos
Classificação indicativa: 18 anos
Observação: o espetáculo aborda temas sensíveis relacionados à violência sexual, trauma e abuso.
Instagram: @elas_ganham_voz
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/elas-ganham-voz/3297784























