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Orquestra Sinfônica Brasileira comemora 81 anos de existência no dia 17 de agosto

Oitenta e um anos se passaram desde que a Orquestra Sinfônica Brasileira, um dos grupos sinfônicos mais longevos e tradicionais do país, subiu ao palco pela primeira vez. Foi na tarde de 17 agosto de 1940, que a OSB, sob a regência do maestro Eugen Szenkar, fez sua estreia, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, dando início a uma trajetória repleta de realizações e momentos inesquecíveis. Para celebrar a data, será exibido um concerto inédito, com obras de Arthur Honegger, Liduino Pitombeira e João Guilherme Ripper, e condução do maestro André Cardoso. A apresentação, que ainda não conta com a presença de público, foi pré-gravada na Sala Cecília Meireles e será veiculada no dia 17 de agosto, às 20h, nas páginas da OSB no Facebook e no Youtube.

Abrindo o concerto, o público ouvirá “Pastoral D’ Été”, de Arthur Honegger. Composta em 1920, a peça é um pequeno poema sinfônico para orquestra de câmara e foi inspirado nas férias do compositor nos Alpes Suíços. Nascido na França, viveu grande parte da sua vida em Paris. Sua obra é escrita em uma linguagem musical ousada e desinibida, que combina as inovações harmônicas da vanguarda francesa com as grandes formas e sonoridades da tradição alemã. Honegger compôs para vários filmes nas décadas de 20 e 30.

Na sequência, a estreia mundial de “Valsa D’Outono”, do compositor cearense Liduino Pitombeira. A obra foi composta tendo referência a primeira peça do programa, de Honegger. Uma linha melódica executada pelo clarone se vê imersa em uma atmosfera orquestral que algumas vezes concorda e outras vezes lhe faz oposição. Procedimentos intertextuais associados à estação do outono ou à paisagem carioca são utilizados na obra, tanto na linha do solista, como na orquestra. A obra é dedicada a Thiago Tavares, músico da OSB e solista na execução da peça, e à Orquestra Sinfônica Brasileira. Liduino Pitombeira é um compositor contemporâneo e professor de composição e de harmonia.

Fechando o programa, mais uma obra de um compositor brasileiro. “Concerto a Cinco nº 1”, do carioca João Guilherme Ripper, possui fortes sugestões imagéticas e carrega um aspecto lúdico em sua construção, onde tudo gira em torno no número cinco: a obra foi escrita para o Quinteto Villa-Lobos (Villa e Lobos possuem cinco letras), por ocasião do aniversário de cinco décadas do grupo. A peça, que estreou em 2012, apresenta elementos característicos do vocabulário musical do autor, com raízes na música popular e na música do próprio Villa-Lobos, incluindo seu viés “bachiano”. O primeiro movimento, em forma sonata, tem uma atmosfera humorística chegada ao choro carioca; o segundo começa com uma passacaglia lenta e é contrapontístico e seresteiro; o terceiro, mais dançante, é um rondó-sonata com recorrências do tema principal. Ripper é compositor, diretor da Sala Cecília Meireles e presidente da Academia Brasileira de Música.

O concerto está inserido na Série Clássica Brasileira, que traça um paralelo entre as obras do período clássico e a música brasileira. E a escolha deste repertório para celebrar os 81 anos não foi por acaso. A valorização da música nacional e dos compositores brasileiros sempre foi uma característica marcante da OSB. “Enaltecer a cultura brasileira e priorizar a produção nacional em nossas temporadas é um compromisso da Fundação OSB desde sua criação. Nosso objetivo é fomentar essa rica e diversa produção, abrindo espaço para compositores de todo o Brasil, de diferentes gerações e que representam as peculiaridades das culturas de suas respectivas localidades. Queremos, com isso, refletir em nossas temporadas um recorte da nossa vasta riqueza artística, social, cultural e territorial.”, diz a Vice-Presidente da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, Ana Flávia Cabral Souza Leite.

O aniversário da OSB este ano é carregado de motivos para comemoração. “Completamos 81 anos no momento em que começamos a sair de uma crise sanitária e humanitária que afeta todo o mundo. Ainda não conseguimos reencontrar o público presencialmente, mas o cenário já começa a mudar positivamente e isso nos enche de esperança e confiança para seguir em frente. Os próximos meses do ano terão uma programação muito especial, repleta de desafios e inovações artísticas. Vamos celebrar a vida, a cultura de raiz e tudo que nos atravessa e representa de maneira mais autêntica e verdadeira”, completa Ana Flávia.

No âmbito educacional, a Orquestra Sinfônica Brasileira segue com seu projeto Conexões Musicais. Atualmente, a iniciativa chega a dez polos parceiros espalhados pelo país, com aulas de música ministradas pelos instrumentistas da orquestra e músicos convidados. “O Conexões Musicais está mais fortalecido do que nunca, reafirmando nosso compromisso de levar a música a todos, sobretudo àqueles que não têm acesso a esse bem cultural tão indispensável para a formação dos indivíduos e para as conexões do conhecimento”, explica a vice-presidente da FOSB.

A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA:

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é considerada um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 81 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. Em abril de 2021, a Orquestra Sinfônica Brasileira foi registrada como patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro.

Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura.

Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor e a NTS – Nova Transportadora do Sudeste, como patrocinadora master e a Brookfield como patrocinadora, além de um conjunto de copatrocinadores e apoiadores culturais e institucionais.

SOBRE O MAESTRO ANDRÉ CARDOSO:

Violista e regente graduado pela Escola de Música da UFRJ, com Mestrado e Doutorado em Musicologia pela UNIRIO. Recebeu, durante três anos, bolsa da Fundação Vitae para curso de aperfeiçoamento na Argentina, na Universidade de Cuyo (Mendoza) e no Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1994, foi o vencedor do Concurso Nacional de Regência da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, passando a atuar à frente de conjuntos como as sinfônicas da Paraíba, de Minas Gerais, do Espírito Santo, de Campinas, do Teatro Nacional de Brasília, a Sinfônica Brasileira, a Petrobrás Sinfônica e do Instituto Superior de Artes do Teatro Colón.

No Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi maestro assistente da Orquestra Sinfônica entre 2000 e 2007 e diretor artístico da instituição nas temporadas de 2015 e 2016. Como pesquisador, publicou inúmeros artigos e dois livros. É professor de regência e prática de orquestra da Escola de Música da UFRJ, da qual foi diretor por dois mandatos consecutivos, entre 2007 e 2015. É membro da Academia Brasileira de Música, que presidiu entre 2014 e 2017, e coordenador do Sistema Nacional das Orquestras Sociais do Brasil, projeto desenvolvido pela Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e UFRJ.

Saiba mais em:

www.osb.com.br

www.conexoesmusicais.com.br

PROGRAMA:

Arthur Honegger – Pastoral D’ Été

Liduino Pitombeira – Valsa D’Outono (Thiago Tavares, clarone)

João Guilherme Ripper – Concerto a Cinco nº 1

I. Festivo | II. Calmo | III. Movido

SERVIÇO:

OSB – Série Clássica Brasileira III

André Cardoso, regência

Thiago Tavares, clarone

Dia 17 de agosto de 2021 (terça-feira), às 20h

Concerto pré-gravado, veiculado no Facebook e Youtube

facebook.com/orquestrasinfonicabrasileira

youtube.com/sinfonicabrasileira

Acesso gratuito

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