Prefeitura do Rio anuncia abertura de 220 leitos contra Covid-19 no município, funcionamento 24 horas por dia de tomógrafos e suspensão de aulas presenciais na rede municipal de educação

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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e o governador em exercício do Estado, Cláudio Castro, anunciaram nesta sexta-feira, 4/12, em entrevista no Palácio Guanabara, medidas para conter o crescimento do contágio do novo cornavírus. A principal delas se refere à abertura de leitos contra covid-19. Crivella informou que a Prefeitura vai abrir 220 novos leitos: 170 de enfermaria nos próximos 15 dias e 50 de UTI em até 21 dias. O governador em exercício citou a abertura, em todo o estado, de mais 386 leitos, sendo 314 de UTI.

Na capital, outra novidade anunciada por Crivella é de que, a partir da semana que vem, todos os tomógrafos da rede municipal de saúde vão funcionar 24 horas por dia, com plantão permanente, em qualquer horário, para realização de exames de imagem, fundamentais para um diagnóstico rápido e preciso da covid-19 e para o início precoce do tratamento. As cirurgias eletivas de baixa complexidade serão suspensas nos hospitais da rede municipal.

Crivella informou também que as aulas presenciais nas escolas públicas municipais estão suspensas a partir de segunda-feira, 7/12. E que shoppings e centros comerciais serão autorizados a funcionar 24 horas por dia, para evitar aglomerações nos meios de transporte durante o período de compras para o Natal.

– Isso é para que as pessoas não tenham pressa, porque os shoppings e centros comerciais não vão fechar. O objetivo dessa medida é evitar acúmulo de pessoas nos meios de transporte – afirmou Crivella.

População precisa fazer sua parte

O prefeito e o governador em exercício foram uníssonos no alerta à população e aos comerciantes e prestadores de serviços sobre a necessidade de envolvimento de todos no combate ao novo coronavírus. Crivella e Castro repetiram que a pandemia não acabou e fizeram apelos para que as pessoas evitem aglomerações, usem máscaras e higienizem bem as mãos. Segundo o governador em exercício, a luta conjunta do Estado e do Município contra a covid-19 se baseia em quatro grandes pilares: transparência, abertura de leitos, fiscalização (que desde o fim de semana passado está mais rigorosa) e conscientização da população. Ele informou inclusive que uma campanha publicitária sobre o assunto começará na semana que vem.

– A pandemia não foi embora, vivemos um ano extremamente dificil, em que muitos tiveram prejuizos incalculáveis e muitos não conseguiram trabalhar. Precisamos que a cadeia produtiva se conscientize de que, para não haver retrocesso, temos que assumir nossas responsabilidades: distanciamento social, uso de máscara, sanitização. É um clamor que faço às empresas para que cuidem de seus funcionários e da população em geral – disse Claudio Castro.

Crivella aproveitou para fazer um alerta:

– Podemos retroceder (em relação à flexibilização). O apelo à cadeia produtiva e à população é para que a gente não precise ter que tomar medidas mais duras – destacou.

– Estamos recomendando às pessoas não irem às praias, principalmente aquelas que são idosas ou têm comorbidades, ou que convivam com elas em casa. Não compareçam a ambientes em que pessoas fiquem sem máscara, como praias e bares, onde as pessoas estão bebendo. Há dificuldade de tomar medidas restritivas, porque as pessoas não adotam. Tem certas coisas que quando proibidas, as pessoas fazem mais. Proibir a praia parece que despertava nas pessoas o desejo de ir à praia. Estamos dentro das normas técnicas e do bom senso, esperando a vacina – completou o prefeito.

Vacinação e fila de regulação

Estado e Prefeitura garantem que estão preparados para vacinação em massa contra a covid-19 e que ambos mantêm diálogo com o governo federal. Em relação à regulação para os leitos de covid-19, feita pelo governo estadual, Castro informou que a transferência de pacientes na fila, para leitos de UTI, é em média feita em 18 horas. No caso de leitos de enfermaria, esse tempo leva, em média, um dia e meio, e o governador em exercício disse que já determinou a seu secretário de Saúde que em 72 horas apresente medidas para que esse prazo seja reduzido.