Em 2027, o Rio será uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de Futebol,
e o Maracanã já está confirmado como palco da grande final. A pouco mais
de um ano do início do evento, a Prefeitura quer transformar a cidade em
um polo nacional da modalidade. Nesta terça-feira, dia 3, foi iniciado o
projeto “Rio: Capital do Futebol Feminino”, que levará a prática a dez
Vilas Olímpicas, impactando 500 meninas de 10 a 15 anos.
O lançamento ocorreu na Vila Olímpica Apolinho, na Gamboa, um dos
equipamentos contemplados. Também integram o projeto as Vilas Olímpicas
Doutor Sócrates, em Guaratiba; Oscar Schmidt, em Santa Cruz; Mestre
André, em Padre Miguel; do Alemão; Dias Gomes, em Deodoro; Clara Nunes,
em Acari; Nilton Santos, na Ilha do Governador; Artur da Távola, em Vila
Isabel; e Dicró, em Ramos. As aulas começam em abril. A iniciativa conta
com a orientação da ex-jogadora da seleção brasileira Duda Luizelli,
idealizadora do projeto ABC da Bola, que há 13 anos promove formação
cidadã por meio do futebol.
Para inspirar as alunas e reverenciar quem abriu caminhos na modalidade,
foram escolhidas cinco madrinhas, cada uma responsável por acompanhar
duas Vilas Olímpicas. As convidadas são Marisa, primeira capitã da
seleção feminina; Fanta, que defendeu o Brasil em três Copas do Mundo,
em 1991, 1995 e 1999; e Fia, Danda e Pelezinha, que integraram a equipe
brasileira na primeira edição do Mundial feminino, em 1991.
O projeto vai além das aulas e prevê campanhas educativas de combate à
violência e à discriminação, palestras, acompanhamento psicológico e
ações voltadas às famílias das alunas, fortalecendo suas redes de
proteção.
Segundo o secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder, o
programa olha para o futuro sem deixar de valorizar o legado das
pioneiras. “O Rio, Capital do Futebol Feminino, é um projeto que amplia
o acesso das meninas à modalidade e fortalece o conhecimento sobre o
futebol feminino. Com os núcleos nas Vilas Olímpicas, vamos ampliar o
calendário de jogos, torneios e ligas. Esta é uma das ações da
Prefeitura para a Copa do Mundo de 2027, mas não se limita ao evento.
Terá continuidade como parte do trabalho permanente de fortalecimento da
modalidade. Eventos como a Copa Zico Feminina reuniram, neste ano, mais
de duas mil atletas em 80 equipes.”

























