Sindicarga apresenta estudo sobre roubo de cargas em reunião na Fecomércio RJ

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O diretor-executivo do IFec RJ e secretário do Conselho de Combate ao Mercado Ilegal da Fecomércio RJ, João Gomes, conduziu, na quinta-feira (30/04), mais uma reunião do grupo. O presidente do Sindicarga, Filipe Coelho, apresentou as mais recentes estatísticas de roubo de cargas no estado e trouxe reflexões sobre a atuação dos representantes do setor produtivo.

“O maior percentual de carga roubada é formado por alimentos e similares. Existem relatos da Associação de Atacadistas e Distribuidores do Estado do Rio de Janeiro (ADERJ) em que alguns distribuidores não podem mais vender em determinada localidade por conta do tráfico local. Como podemos gerar desenvolvimento econômico onde existe domínio territorial pelo poder paralelo? Todos os representantes do setor produtivo precisam atuar em conjunto junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para garantir que a atuação da segurança pública seja assertiva”, apontou.

Com base em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o estudo do Sindicarga apontou queda de 9,4% no número de roubo de cargas e aumento de 16,16% no valor dos bens roubados em 2025 em relação a 2024.

“Houve uma mudança no viés de roubo, porém o valor da carga roubada registrado foi muito maior. Isso impacta na logística e na produtividade, o que gera repasse de custo à sociedade”, afirmou Filipe Coelho.

O secretário do Conselho de Combate ao Mercado Ilegal da Fecomércio RJ, João Gomes, fez uma análise dos dados apresentados na pesquisa.

“O crescimento da informalidade no estado do Rio de Janeiro é muito expressivo e em nível alarmante. Além do roubo de cargas, há também a questão da compra de itens do mercado ilegal pela população. É uma questão que se aprofunda em um nível de agravamento e entrelaçamento de várias causas”, ressaltou.

O coordenador do Disque Denúncia, Renato Almeida, defendeu a revisão das leis de segurança.

“É preciso unirmos as forças para combatermos o roubo de cargas. É necessário continuarmos esse trabalho didático e de conscientização da população. Existe também a necessidade de revisão das leis de segurança. Com esse crime, perdemos receita e isso precisa ser combatido”, afirma.

O presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), Edson Vismona, concordou com a necessidade de melhorar o apoio do setor produtivo às forças de segurança.

“Não são oferecidos os meios suficientes de combate ao mercado ilegal. Além disso, há também o combate ao contrabando de produtos ilegais a vendedores cadastrados em marketplaces”, afirmou.

As reuniões do Conselho de Combate ao Mercado Ilegal da Fecomércio RJ têm como objetivo reunir as contribuições de cada integrante do grupo, consolidando propostas que podem ser encaminhadas ao poder público. A iniciativa, além de promover o debate e a troca de informações, fortalece a atuação conjunta dos setores envolvidos e torna o trabalho mais produtivo em torno de uma causa comum. Trata-se também de um posicionamento articulado diante de um tema de extrema importância, cujos impactos são prejudiciais à economia do estado.

Sobre a Fecomércio RJ

Reúne 59 sindicatos patronais, líderes empresariais, especialistas e consultores com o objetivo de fomentar o desenvolvimento dos negócios no setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado do Rio de Janeiro. Desenvolve soluções, pesquisas e disponibiliza conteúdo sobre questões que impactam a vida do empreendedor e colaboram nas decisões dos gestores públicos. Representa mais de 439 mil estabelecimentos, que respondem por aproximadamente 2/3 da atividade econômica do estado e 68% dos estabelecimentos, gerando mais de 1,8 milhão de empregos formais, que equivalem a 60% dos postos de trabalho no estado. Através do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ) atua em assistência social, cultura, educação, lazer e saúde aos comerciários e população carente, enquanto o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) promove educação profissional voltada para o setor.

A Fecomércio RJ e o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) são signatários do Pacto Global da ONU. Ao terem suas adesões oficializadas pelo organismo internacional, as duas Casas se comprometem com os dez princípios universais derivados da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, e da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, se alinhando aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que integram a Agenda 2030.