A corrente de comércio fluminense atingiu US$ 80,2 bilhões, com avanço
de 9%, em 2025, mesmo com o tarifaço imposto pelo governo dos Estados
Unidos no ano passado. Em 2025, o Rio de Janeiro registrou saldo
comercial de US$ 15,9 bilhões, resultado de exportações de US$ 48,1
bilhões e importações de US$ 32,2 bilhões — valores recordes na série
histórica para ambas as operações. Os dados fluminenses são do Boletim
Rio Exporta, publicação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de
Janeiro (Firjan).
No atual momento, com a suspensão do tarifaço pela Suprema Corte
estadunidense na sexta-feira (20/2), a Firjan considera que o principal
ponto de atenção será a análise detalhada sobre os prazos para a
retirada das tarifas de 40% e 10% sobre produtos brasileiros e a
substituição pela nova tarifa global de 15%, anunciada sábado pelo
presidente Donald Trump. Também segue como ponto de atenção, as
possíveis investigações anunciadas.
China lidera compras de petróleo
Superando a tendência nacional, que apresentou um crescimento de 5% em
relação a 2024, o desempenho o Rio de Janeiro foi impulsionado em 2025,
principalmente, pelos embarques de petróleo e gás (US$ 37,9 bilhões),
setor responsável por 79% das vendas internacionais do estado e que
apresentou expansão de 4% no período. A China (US$ 17,0 bilhões)
manteve-se como principal destino, concentrando 45% das vendas de óleo
de petróleo. No entanto, registraram-se quedas nos embarques destinados
a dois dos três principais mercados, EUA e Espanha. No total, em 2025 as
exportações fluminenses totalizaram US$ 48,1 bilhões, graças também a
novos mercados.
“O recorde da corrente de comércio representa um marco da resiliência e
capacidade de adaptação dos empresários fluminenses em um ano com
grandes desafios em mercados estratégicos como os EUA, por exemplo. Isso
reforça a importância da atuação internacional das empresas e como uma
alternativa nestes momentos de instabilidade”, aponta o presidente da
Firjan, Luiz Césio Caetano.
O boletim Rio Exporta e os dados dinâmicos podem ser acessados pelo
Observatório Firjan no link:
https://observatorio.firjan.com.br/inteligencia-competitiva/rio-exporta-boletim
O documento destaca ainda o aumento de 53% nas exportações fluminenses
de Máquinas e equipamentos (US$ 1,3 bilhão), reflexo do crescimento de
106% nas vendas de torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes (US$
456 milhões). Por fim, observou-se elevação de 80% nas exportações de
automóveis de passageiros (US$ 532 milhões), com destaque para o mercado
argentino.
Já as exportações fluminenses dos produtos, além dos óleos brutos de
petróleo, alcançaram US$ 10,2 bilhões em 2025, com crescimento de 9% no
acumulado anual. Os EUA (US$ 3,3 bilhões) mantiveram-se como principal
parceiro dessas vendas, embora sem crescimento expressivo em relação a
- No recorte por áreas econômicas, observaram-se avanços nas
exportações destinadas ao Mercosul, União Europeia, Aladi e USMCA.
A exceção foi a Ásia (US$ 2,5 bilhões), que apresentou retração de 4%,
influenciada, entre outros fatores, pela queda de 27% nas exportações
para Singapura (US$ 1,2 bilhão), principalmente de óleos combustíveis.
“Pelos resultados apresentados em 2025, conseguimos perceber uma
diversificação dos parceiros comerciais das indústrias fluminenses.
Parceiros tradicionais como China e EUA permanecem de primeira
importância, mas podemos observar a retomada do crescimento de vendas
para mercados tradicionais como Argentina e México e novos mercados como
Países Baixos”, destaca o presidente do Conselho Empresarial de Relações
Internacionais da federação, Rodrigo Santiago.
Importações fluminenses
Já as importações totais do estado do Rio somaram US$ 32,2 bilhões em
2025, valor 15% superior ao registrado em 2024. Entre as grandes
categorias econômicas, os bens intermediários e matérias-primas (US$
19,2 bilhões) responderam por 60% do total importado no período.
As importações de produtos – fora o petróleo – totalizaram US$ 29,8
bilhões no ano passado, crescimento de 18% frente ao ano anterior. Assim
como nas exportações, os EUA (US$ 9,6 bilhões) permaneceram como
principal mercado de origem, com destaque para as compras de motores e
turbinas para aviação e suas partes (US$ 5,6 bilhões).
Ressalta-se também o aumento dos desembarques provenientes da União
Europeia (US$ 7,0 bilhões), que registrou crescimento de 23%,
impulsionado, entre outros fatores, pela expansão de 68% nas importações
originárias da França (US$ 3,2 bilhões), sobretudo de rolamentos e
engrenagens.


























