Firjan solicita vetos a artigos do PLV 10/2025, que reformula regras do setor elétrico

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A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)

encaminhou ofício à presidência da República, reforçando os avanços

estabelecidos pelo texto do Projeto de Lei de Conversão nº 10/2025.

Oriundo da Medida Provisória nº 1.304/2024, o PLV aprovado recentemente

pelo Congresso Nacional reformula as regras do setor elétrico e traz

medidas para a abertura do mercado livre de energia elétrica de forma

planejada e segura.

 

Porém, a federação repudia a inserção de artigos que revelam desvios de

finalidade e que têm potencial de onerar a indústria com propostas que

não consideram as características intrínsecas do setor elétrico e da

indústria do petróleo e do gás, maior geradora de riqueza ao estado

fluminense.

 

Dentre eles, a modificação nas regras de cálculo do preço de petróleo

para pagamento de royalties e de participações especiais, com o

potencial de afastar investimentos para exploração, produção e

distribuição de petróleo, de gás e de seus derivados. A Firjan reforça

que produção nacional, em especial a fluminense, recorrentemente atinge

menores índices de emissão de carbono, colaborando consistentemente com

as metas estabelecidas no Acordo de Paris e tema da COP-30, que ocorre

em Belém.

 

A federação fluminense alerta ainda que áreas produtoras, como campos

maduros e áreas de acumulação marginal, que carecem de estímulos

adequados ao seu perfil de produção, tendem a rever seus projetos e

planos de investimentos, como é o caso de parte dos campos localizados

na Bacia de Campos, na região Norte do estado do Rio, afetando a geração

de riquezas e a criação de empregos de média salarial acima da média

industrial geral.

 

 

 

Preço de referência do petróleo

 

Nesse sentido, a posição da Firjan é pelo veto das propostas que não

trazem alinhamento com os avanços do setor elétrico, que oneram a

indústria e os consumidores, e ainda criam um ambiente de insegurança ao

não considerar as competências já bem estabelecidas pela Agência

Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP. Mudanças

desse tipo são contrárias não só a indústria, mas também impactam a

economia como um todo, prejudicando o esforço de crescimento do país.

 

A Firjan defende que seja preservado o novo regramento sobre o preço de

referência do petróleo, recentemente atualizado pela ANP, garantindo os

investimentos necessários para a segurança jurídica e energética; para a

soberania do país; previsibilidade de investimentos de indústrias e de

empresas; para geração de renda para União, estados e municípios e para

a criação de postos de trabalho e empregos, que fortalecem a economia

local.

 

Para a Firjan, romper acordos estabelecidos, a viabilidade de projetos –

implantados ou não -, e ainda atacar poderes regulatórios já

estabelecidos, sistematizados e maduros, não é aceitável, nem passível

de omissão. Os ataques repentinos e repetidos à indústria enfraquecem o

planejamento, o potencial de investimentos, as instituições legalmente

constituídas e, portanto, o Brasil.