O Terceiro Setor como legado

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O videocast O Rio Pod+ recebeu, em edição especial, o diretor da Fecomércio RJ e ex-presidente do Sindicato das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas do Estado do Rio de Janeiro, Belmiro Nunes. A gravação coincidiu com uma data simbólica: os 92 anos do convidado. Com serenidade e lucidez, ele revisitou passagens marcantes de uma trajetória que se confunde com capítulos importantes da história econômica e social do país.

Filho de portugueses, Belmiro Nunes retornou ao Brasil ainda jovem decidido a estudar e trabalhar. Ingressou no sistema bancário após uma oportunidade surgida por intermédio de conhecidos da família e iniciou carreira no Banco Andrade Arnaud, no Centro do Rio. Desde cedo, destacou-se pela disposição em propor melhorias e questionar procedimentos internos.

Mas foi em São Paulo, ao assumir a gerência de uma agência recém-inaugurada, que protagonizou a inovação que marcaria sua carreira.

Ao perceber que nenhum banco disputava a arrecadação de tributos federais, criou um modelo de financiamento para o pagamento desses impostos, oferecendo crédito às empresas para quitar seus tributos. A iniciativa tornou a agência uma das mais rentáveis do país e atraiu grandes companhias como clientes.

“Quem quer vencer na vida tem que inovar”, resume.

A transição para o terceiro setor ocorreu a partir do envolvimento direto com ações sociais incentivadas pelo então controlador do banco, especialmente no atendimento a crianças em situação de rua na Zona Sul do Rio. A experiência revelou a necessidade de organizar e dar segurança jurídica às instituições beneficentes. Assim nasceu o sindicato que Belmiro Nunes ajudou a fundar e que mais tarde viria a presidir.

Segundo ele, a criação da entidade foi fundamental para garantir representação formal às instituições e possibilitar mecanismos de incentivo, inclusive com benefícios fiscais que estimulassem o investimento social privado.

Ao avaliar o cenário atual, Belmiro Nunes reconhece avanços, mas aponta desafios. Para o dirigente, é necessário ampliar a participação do poder público e atacar as causas estruturais dos problemas sociais.

Assista ao episódio completo em

https://www.youtube.com/watch?v=4arcVRk3IFk

Sobre a Fecomércio RJ

Reúne 59 sindicatos patronais, líderes empresariais, especialistas e

consultores com o objetivo de fomentar o desenvolvimento dos negócios no

setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado do Rio de

Janeiro. Desenvolve soluções, pesquisas e disponibiliza conteúdo sobre

questões que impactam a vida do empreendedor e colaboram nas decisões

dos gestores públicos. Representa mais de 392 mil estabelecimentos, que

respondem por aproximadamente 2/3 da atividade econômica do estado e 68%

dos estabelecimentos, gerando mais de 1,8 milhão de empregos formais,

que equivalem a 61% dos postos de trabalho no estado. Através do Serviço

Social do Comércio (Sesc RJ) atua em assistência social, cultura,

educação, lazer e saúde aos comerciários e população carente, enquanto o

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) promove educação

profissional voltada para o setor.

A Fecomércio RJ e o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec

  1. RJ) são signatários do Pacto Global da ONU. Ao terem suas adesões

oficializadas pelo organismo internacional, as duas Casas se comprometem

com os dez princípios universais derivados da Declaração Universal dos

Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho

sobre Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho, da Declaração do

Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, e da Convenção das Nações

Unidas Contra a Corrupção, se alinhando aos 17 Objetivos de

Desenvolvimento Sustentável, que integram a Agenda 2030.