Nego Damoé, Pagode da Beta e Samba do Amigo Meu são as atrações do Casarão do Firmino

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Neste sábado (24/03), a partir das 18h, o Casarão do Firmino vai pegar fogo com muito samba de raiz com Nego Damoé, Pagode da Beta e Samba do Amigo Meu , são as atrações do Palácio do Samba. E, tem mais: De 18h às 19h30, o Chopp é liberado. Então , é melhor chegar cedo e aproveitar essa molezinha. Nos intervalos das atrações tem a DJ Nicolle Neumann, agitando a pista e botando todo mundo para dançar. A entrada no Casarão do Firmino é colaborativa, então você paga o que quiser e puder para contribuir com o evento


Nego Damoé

Rafael, mais conhecido como Nego Damoé, é nascido em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio e começou no cenário musical através do grupo da avó e do tio.
“Eu sempre ficava olhando eles tocando nos ensaios de casa e as vezes me chamavam pra tocar uns instrumentos. Quando eu estava com nove anos de idade, eles precisaram de alguém pra tocar e me deram a oportunidade. Foi quando ganhei meu primeiro cachê, quarenta reais e comprei tudo em bala e doce. Foi assim que eu comecei”, contou o artista em tom descontraído.
Como músico, Nego já passou por diversos grupos ao longo de sua carreira, como Zoa Samba; Pagode da tia Doca, Sou mais Samba e fundou o grupo Caju pra Baixo, que ficou por um tempo, mas logo recebeu um convite irrecusável.

“Com uns dois anos de grupo, recebi o convite do Ferrugem, pra tocar na banda dele e fui. Só que eu sempre cantei, então no show do Ferrugem também tinham alguns momentos em que eu cantava, como um funk, uma música da Bahia, e isso foi me dando forças de sair e ter o meu próprio projeto”, contou.


Pagode da Beta

A trajetória artística de Roberta Espinosa é um verdadeiro espetáculo de talento e paixão. Desde os primeiros acordes até os palcos iluminados do Pagode da Beta, sua jornada musical foi tecida com fios de determinação e amor pela arte. Como cantora, compositora e atriz, ela não apenas conquistou os palcos, mas também os corações daqueles que tiveram o privilégio de testemunhar seu dom único.
Hoje, à frente do Pagode da Beta, Roberta Espinosa não apenas comanda, mas também cura uma sinfonia de culturas musicais. Esse espaço tornou-se um verdadeiro oásis para os amantes da música, onde o pagode encontra ressonância com outros estilos, criando uma fusão única de ritmos e sentimentos. O Pagode da Beta é mais do que um simples local de entretenimento: é um ponto de encontro de almas que compartilham uma paixão pela diversidade musical.


Samba do Amigo Meu

O grupo existe há mais 10 anos e é composto por jovens sambistas. Um dos destaques do grupo é o ex- diretor de bateria da União da Ilha, Keko Araújo, que desde criança é ritmista e percussionista.
Segundo Keko, o nome do grupo deve-se a uma desculpa para as esposas e namoradas.   — Aos fins de semana nossa rapaziada queria se encontrar para fazer um samba, mas não tinha uma boa desculpa para dar às patroas. Então combinamos o seguinte: vamos dizer que é o samba de um amigo. E aí surgiu o samba do amigo meu — conta o sambista.   O Samba do Amigo Meu tem como característica trazer para os shows nomes de relevância do mundo do samba, cantores, compositores e músicos de expressão no evento que prima pelo modelo conhecido como samba de raiz.   Figuras como Délcio Luís, Sombrinha, Djalma Falcão, Ito Melodia, Charles André, já estiveram visitando e agregando qualidade musical à roda de samba.

 

Sobre a Casa

Um “Palácio do Samba”, como é popularmente conhecido, localizado no berço da boemia carioca, no bairro da Lapa, entre o Centro e a zona sul do Rio de Janeiro, o Casarão do Firmino é conhecido pelas tradicionais rodas de samba que reúnem grandes nomes do cenário musical, pessoas de todos os cantos do Rio de Janeiro, além de turistas brasileiros e estrangeiros.

 O idealizador do Casarão é o empresário Carlos Firmino, de 42 anos, que dá nome ao espaço cultural, que ocupa uma área coberta e ampla, de fácil acesso, situada na efervescência cultural do Rio. O Casarão também é símbolo de resistência. Os eventos buscam resgatar a essência do samba, com entradas gratuitas ou colaborativas, em que cada frequentador contribui se quiser e com quanto puder. O principal objetivo é manter vivo o ritmo que mexe com pessoas do mundo inteiro.

“Amarra a marimba e espalha a fofoca!” O bordão já é uma marca. A expressão criada por Carlos Firmino para divulgar as atrações do Casarão, hoje, é repetida por artistas e frequentadores assíduos do espaço mais concorrido da boêmia Lapa. E não apenas a frase ganhou fama. A fila que se estende pela rua da Relação e toma a calçada da esquina, na Lavradio, reforça que o Palácio do Samba é ponto de encontro de cariocas e turistas.

Aliás, o local parece estar mesmo na moda. É cada vez mais comum encontrar no estacionamento decorado – são samambaias, lâmpadas, placas e pinturas que celebram orixás e homenageiam Nelson Mandela -, atores, atrizes, jornalistas, influenciadores digitais e grandes nomes do mundo do samba. Recentemente, Moacyr Luz, Xande de Pilares, Pique Novo, Sombrinha, Feyjão, Jorge Aragão passaram pela casa.

 Vinny Santa Fé, Délcio Luiz, Gabriel da Muda, Nego Álvaro, Toninho Geraes e Serginho Meriti também estão sempre presentes e são sinônimo de sucesso de público. O grupo Arruda é outra atração que atrai fãs de todos os cantos da cidade, assim como o Pagode da Beta, potência dessa geração que não deixa o samba morrer.

 


SERVIÇO

Nego Damoé, Pagode da Beta e Samba do Amigo Meu
Nos intervalos a DJ Nicolle Neumann
DATA: 23 DE MARÇO, SÁBADO
LOCAL: Casarão do Firmino – Rua da Relação, 19,  Lapa – Rio de Janeiro
HORÁRIO: A partir as 18h
ENTRADA COLABORATIVA
Classificação: 16 anos
Mais informações: 21 99926-5295