Sesc Nova Música Convida apresenta as novidades que estão despontando na cena contemporânea brasileira

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Em sua quarta edição, o projeto Sesc Nova Música Convida, que apresenta ao público artistas que estão despontando na cena musical contemporânea brasileira com trabalhos predominantemente autorais, traz uma novidade.

Realizado até agora sempre nas unidades do Sesc, o projeto prestigiará desta vez um dos espaços mais tradicionais dedicados à música da Zona Sul da cidade: a Sala Municipal Baden Powell, em Copacabana. Os shows acontecem nos dois primeiros fins de semana de novembro (2,3, 9 e 10/11), nos sábados, às 20h, e nos domingos, às 19h. Os ingressos, que custam entre R$ 7,50 (habilitados Sesc) e R$ 30, podem ser adquiridos em

https://riocultura.superingresso.com.br.

A edição deste ano traz uma diversidade de sotaques e estilos. O repertório vai do lo-fi hip hop a ritmos africanos, passando pela MPB-Folk, pelo dream pop, indie pop, rock psicodélico, entre outros, apresentados por artistas e bandas oriundas de 7 estados brasileiros. E além dos novos nomes, traz dois já consolidados, que fazem participações especiais nos dois primeiros shows: Otto e Moska.

Quem abre a programação, dia 2 de novembro, são os paraibanos do Glue Trip. Desde sua estreia com o EP “Just Trippin” (2013) e seu primeiro álbum “Glue Trip” (2015), pelo selo francês Novomundo Records, o grupo originário de João Pessoa, encabeçado pelo músico Lucas Moura, vem desbravando o país através de festivais e shows, tendo seu trabalho lançado no Brasil, Japão e Europa. No palco, apresentarão seu dream pop com toques de bossa nova e rock psicodélico ao lado do pernambucano Otto, como convidado especial.

No domingo, dia 3, é a vez dos paranaenses do Tuyo subir ao palco. Com uma estética que une voz, beat e outros elementos que remetem a temas existenciais, o trio formado por Machado, Lio e Lay Soares passeia pelo folk, lo-fi hip hop e o synth pop. Ao lado Do carioca Moska, como convidado especial, apresentarão canções do álbum “Pra Curar” (2018), onde evidenciam seu estilo contemplativo e introspectivo, numa simbiose mística entre o belo, o triste e o visceral.

Na semana seguinte, os sergipanos The Baggios são o destaque do sábado, dia 9.  Eles apresentam sucessos de seus três últimos álbuns, incluindo o mais recente “Vulcão” (2018) e “Brutown” (2016), indicados ao Grammy Latino de “Melhor Álbum de Rock”. Seu repertório une o rock a ritmos africanos e ao balanço da música nordestina, mesclando o conceito de novo e antigo. A banda convidará ao palco os cariocas do Canto Cego. O quarteto, que conquistou o 1º lugar do Festival da Nova Música Brasileira (2012) e do Planeta Rock (2014), já subiram aos palcos dos tradicionais Circo Voador, Teatro Rival, Imperator e Espaço Favela, do Rock In Rio. Atualmente, está divulgando o álbum lançado este ano, “Karma”, uma mistura de samba a ritmos afro, passando pelo carnavalesco, funk e poesias recitadas.

Quem encerra a agenda, no domingo, dia 10, é a catarinense Jade Baraldo, semifinalista do programa The Voice Brasil em 2016 e destaque de abertura do palco Supernova, do Rock In Rio 2019. A jovem de 21 anos, que acaba de lançar seu álbum de estreia, “Mais Que Os Olhos Podem Ver”, terá duas convidas especial no palco. Uma delas é a gaúcha Duda Brack, que integra o projeto Iara Ira (com Julia Vargas e Juliana Linhares) e que atualmente está em pré-produção de seu próximo trabalho que conta com a participação de artistas como Chico Chico, Lúcio Maia (Nação Zumbi), Os Capoeira e Seko Bass (Baiana System). A outra é a niteroiense Rebeca, revelação do The Voice de 2015 e que também acaba lançar seu disco de estreia, “Corar”, que mistura elementos do indie pop, MPB-Folk e música experimental.

SERVIÇO

Sesc Nova Música Convida 2019

Sala Baden Powell: Av. Nossa Sra. de Copacabana, 360

02 de novembro: Glue Trip convida Otto

03 de novembro: Tuyo convida Moska

09 de novembro: The Baggios convida Canto Cego

10 de novembro: Jade Baraldo convida Duda Brack e Rebeca

Ingressos: R$ 30, R$ 15 (meia-entrada) e R$ 7,50 (Cartão Sesc).

https://riocultura.superingresso.com.br

Classificação: 16 anos

SOBRE OS ARTISTAS

Tuyo

Com uma estética que une voz, beat e outros elementos a temas existenciais, a Tuyo é formada por Machado, Lio e Lay Soares.

Transitando entre a organicidade e texturas eletrônicas, o trio passa

pelo folk e vai desde o lo-fi hip hop até o synth pop. O estilo

contemplativo e introspectivo da Tuyo se evidencia no álbum “Pra Curar”

(2018), apresentando uma proposta vocal audaciosa, letras abstratas e

beats mais complexos. Sem medo de sair da superfície, a Tuyo cria um som

flutuante, repleto de força e sensibilidade. Uma simbiose mística entre

o belo, o triste e o visceral.

Glue Trip

Desde sua estreia com o EP “Just Trippin” e seu primeiro álbum homônimo

“Glue Trip”, pelo selo francês Novomundo Records, o grupo originário de

João Pessoa, encabeçado pelo músico Lucas Moura, lançou vem desbravando

o país através de festivais e shows, tendo seu trabalho lançado no

Japão, Europa e aqui no Brasil. Neste primeiro disco inteiro autoral,

vemos além das músicas lançadas no EP anterior, as inéditas “New Place

To Start”, “Old Blood”, “Tropicaos” e “Solomon”. As dinâmicas e os

contrastes aparecem no disco não só dentro de cada canção mas também no

repertório como um todo, que passeia pelo dream pop, a bossa nova, e o

rock psicodélico em faixas mais introspectivas e experimentais, tudo num

clima mais ensolarado e muitas vezes praiano. A banda surgiu como um

projeto de fuga dos excessos e libertação em 2012. Sendo considerada uma

das mais criativas e inusitadas apostas do cenário musical nacional, fez

seu primeiro show no projeto Prata da Casa do Sesc Pompéia, para logo

após se apresentar nos festivais Mada (Natal), Campus Festival (João

Pessoa), Quebramar (Macapá) e Hacienda (João Pessoa), e com agenda

apontando diversos países para sua primeira turnê internacional.

The Baggios

Indicados ao Grammy Latino de “Melhor Álbum de Rock”, pelo penúltimo

álbum “Brutown”, a banda sergipana The Baggios apresenta sucessos de

seus 03 álbuns e do recente lançamento do álbum “Vulcão” (2018),

produzido por Júlio Andrade. Referência da música independente

brasileira, The Baggios, apresenta o show “The Baggios / 15 Anos”,

baseado no quarto álbum de estúdio “Vulcão” em circulação pelo SESC de

São Paulo, onde se apresentarão nas unidades 24 de Maio, Interlagos,

Bauru e Campinas entre os dias 04 e 10 de Outubro. Já são 15 anos na

estrada colecionando críticas pelo mundo, culminando nesses quatro

trabalhos autorais que unem influências da música brasileira ao rock,

ritmos da África ao balanço da música nordestina; do Desert blues ao

baião, com experimentos e texturas que trazem uma sonoridade ímpar,

mesclando o conceito de novo e antigo. Julio Andrade, na guitarra e voz,

e Gabriel Carvalho, na bateria, e o tecladista Rafael Ramos, recebem no

palco um trio de Metais e um percussionista, e prometem reproduzir os

arranjos dos álbuns com exatidão.

Canto Cego

Canto Cego é o rock em sua essência somado à delicadeza da poesia. Ao

vivo, o quarteto surpreende pela energia de sua performance e pelos

múltiplos universos criados em cada música. O grupo coleciona os prêmios

de 1º lugar do Festival da Nova Música Brasileira (2012) e do Planeta

Rock (2014). Já subiram aos consagrados palcos do Circo Voador, Teatro

Rival e Imperator, ao lado de bandas como Detonautas, Supercombo, Cordel

do Fogo Encantado, Ira, Fresno, Johnny Hooker e Mahmundi. Em 2015, foram

convidados para o Montreux Jazz Festival, na Suíça, onde realizaram uma

pequena turnê. Recentemente, foram anunciados no Jornal Nacional como

atração confirmada do Rock in Rio 2019, primeiro headline do novo palco

da cidade do rock, o Espaço Favela. Em 2019, também com a versão de “Zé

do Caroço” na trilha sonora da novela “Malhação”, a banda prepara o novo

álbum “Karma” estreando seu primeiro single “Passarada” em junho deste

ano.

Jade Baraldo

Jade Baraldo é natural de Brusque-SC, e aos 17 anos decidiu mudar-se

para o Rio de Janeiro e dedicar-se à Música. Um mês após chegar ao Rio,

associou-se ao lendário guitarrista Hélio Delmiro, parceiro de Elis

Regina e Sarah Vaughan, que reconheceu talento na jovem cantora e foi

seu primeiro mentor musical. Juntos gravaram uma versão da canção de A.

  1. Jobim “Bonita”. Como outras cantoras de sua geração, atraiu atenção

na internet com versões, colaborações e vídeos de canções próprias ainda

não lançadas. Em 2017, produziu seu 1º single “Brasa” com o francês

radicado no Rio Damien Seth. A canção, escrita e lançada por Jade aos 18

anos, alcançou sucesso viral local sem promoção. Lançou subsequentemente

outros 2 singles, com boa recepção, e está neste momento trabalhando seu

1º álbum, que vem reunindo críticas favoráveis, baseadas no conceito

sonoro aliado ao discurso e estética.

Duda Brack

Cantora e compositora, 24 anos, gaúcha radicada no RJ. Em 2015, lançou

seu primeiro e aclamado disco, intitulado “É”, e desde então vem sendo

apontada como uma das grandes vozes femininas a emergir na cena musical

contemporânea. Foi eleita pela crítica especializada como artista

revelação e integrou as listas que apontam os melhores trabalhos do ano

pelos principais veículos de imprensa. A artista rodou importantes

palcos e projetos no Brasil, passou por Montevidéu (Uruguai), e abriu

shows de artistas como Elza Soares, Otto e Alceu Valença.

Em 2016, Duda estreiou o espetáculo IARA IRA, ao lado das cantoras Júlia

Vargas e Juliana Linhares, sob direção musical de Thiago Amud. O show

foi indicado por Leonardo Lichote (Jornal O Globo) na lista de melhores

apresentações musicais do ano. Em 2017, a convite de Charles Gavin

(ex-Titãs) e da gravadora Deck, a artista entrou em estúdio novamente

para gravar o álbum “Primavera nos Dentes” – tributo aos Secos &

Molhados. O projeto foi muito bem recebido pelos integrantes da banda

original e rendeu elogios públicos à Duda por parte de Ney Matogrosso.

Atualmente, Duda Brack está trabalhando na pré-produção de seu próximo

trabalho, cuja construção será focada no audiovisual. O projeto, cujo

lançamento está previsto para o segundo semestre de 2019, conta com a

colaboração de diversos artistas, entre eles Chico Chico, Lúcio Maia

(Nação Zumbi), Os Capoeira, Seko Bass (Baiana System), dentre outros.

Rebeca

Dona de uma voz já reconhecidamente encantadora, Rebeca prova a potência

e a singularidade de sua personalidade artística com o lançamento de

“Corar”, seu álbum solo de estreia. A produção une o que há de mais

atual no indie soul internacional com elementos rítmicos, melódicos e

poéticos caracteristicamente brasileiros, culminando em uma estética

capaz de cativar públicos diversos, sem perder a riqueza dos traços de

experimentalismo. “Corar” conta a com a participação do músico Rubel e o

trabalho de amigos em diversas fases da produção, mostrando Rebeca como

uma artista que não só canta, mas que tem capacidade de unir pessoas em

torno de um projeto e de dirigir um processo artístico bem alinhado em

suas diversas fases audiovisuais. Rebeca, que já circulou com sucesso

pelas cenas independentes do hip-hop e da MPB-folk brasileiras, começa

agora a apresentar nos palcos do país a força de seu novo material, que

já conta com algumas centenas de milhares de plays nas plataformas

digitais. A apresentação ao vivo cultiva a multiplicidade de climas

presentes na gravação de estúdio, ao mesmo tempo em que explora novas

dinâmicas que reforçam o clima sonhador e dançante das canções

Moska

A partir de 1993 com o disco “Vontade”, passando então a produzir uma

discografia repleta de canções inspiradas que falam sobretudo, de “amor

à vida”. São 25 anos escrevendo canções em que as letras se destacam

tanto quanto a música. A primeira a se tornar nacionalmente conhecida

foi “O Último Dia” (Moska/Billy Brandão) do seu segundo disco “Pensar é

Fazer Música” (1995) que trazia a pergunta: “O que você faria se só te

restasse um dia?”. Essa canção foi tema do samba enredo do desfile

Mocidade Independente de Padre Miguel no carnaval de 2015. No disco

seguinte “Contrasenso”(1997) a canção “A Seta e o Alvo” (Moska/Nilo

Romero) começou a soar nas rádios do país, seguida de “Um Móbile no

Furacão” e “Sem Dizer Adeus” (1999), “Tudo Novo de Novo”(2003) e

“Pensando em Você” (2003) e “A Idade do Céu” (2003). Essas foram as

canções mais conhecidas da sua primeira década de trabalho, além de

“Relampiano” (parceria com Lenine) e “Admito que Perdi” (gravada por

Marina Lima). Foi no álbum “Tudo Novo de Novo” (2003) que Moska iniciou

uma relação muito íntima com artistas da América Latina gravando “A

Idade do Céu”, versão sua para “La Edad del Cielo” um lindo tema do

uruguaio Jorge Drexler, que depois faria sucesso também nas vozes de

Simone e Zélia Duncan. Essa proximidade com os artistas latinos

desembocou no álbum “Locura Total” (2015), gravado em português e

espanhol e em parceria com o argentino Fito Páez, com 12 faixas que

misturam tango, samba e rock. “Locura Total” foi indicado ao Grammy

Latino concorrendo ao prêmio de melhor canção com “Hermanos”(Moska/Fito

Paez). Moska já emplacou incontáveis temas em trilhas da TV Globo – 11

deles, em sua própria voz. São músicas que se tornaram bem populares em

novelas e minisséries, como “O Último Dia” (“O Fim do Mundo)”, “A Seta e

o Alvo” (“Zazá”), “Pensando em Você” (“Agora É que São Elas”) e “Tudo

Novo de Novo” (tema de abertura da minissérie homônima). Outras canções

suas também foram trilhas de novela, como “Somente Nela”(parceria com

Carlos Rennó), “Tudo Que Acontece de Ruim é Para Melhorar”(parceria com

Mu Carvalho) e “Impaciente Demais” (parceria com Ricardo Leão). Neste

ano de 2018, Moska emplacou sua canção inédita “Minha Lágrima Salta” na

trilha da novela Malhação/Vidas Brasileiras, da Rede Globo. Essa canção

faz parte de seu novo disco de inéditas, “Beleza e Medo”, recém-lançado

em agosto de 2018.

Otto

Ex percussionista da primeira formação da Nação Zumbi e do Mundo Livre

S/A (com quem gravou os dois primeiros discos), Otto saiu dos fundos dos

palcos para gravar o ousado e incensado primeiro álbum, intitulado

“Samba pra burro”. Resgatando ritmos brasileiros e fundindo-os ao som

eletrônico, raiz e modernidade. Foi saudado pela imprensa como autor de

um trabalho inventivo e estimulante, numa colagem de maracatu com drum

and bass, forró com rap. Algumas melodias remetem às cantigas de roda. O

disco foi escolhido pela Associação Paulista de Críticos de Arte como o

melhor de 1998. Depis desse início, Otto se afirma como um dos artistas

mais inventivos da nova mpb, desfilando uma sequência de 06 álbuns de

estúdio, culminando em “Ottomatopeia”, de 2017.