Canal Brasil exibe mostra “Neville D’Almeida” com obras remasterizadas

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Na próxima quarta-feira (09/10), estreia no Canal Brasil o documentário “Neville d’ Almeida – Cronista da Beleza e do Caos”

(2019), de Mario Abbade, uma homenagem à extensa biografia do polêmico, criativo e debochado Neville D’Almeida. Para aquecer a estreia do filme, o canal preparou uma mostra com obras do realizador remasterizadas para alta definição. Até dia 13/11, toda quarta-feira, à meia-noite e quinze, entra em cartaz um longa assinado pelo cineasta. Além dos clássicos, seu mais recente filme, “A Frente Fria Que a Chuva Traz” (2015), estreia no especial.

MOSTRA NEVILLE D’ALMEIDA

Início: Quarta, dia 09/10, à 0h15

Horário: quartas-feiras, à 0h15

Neville D’Almeida – Cronista da Beleza e do Caos (2019) (106’) INÉDITO e EXCLUSIVO

Horário: Quarta, dia 09/10, à 0h15

Classificação: 18 anos

Direção: Mario Abbade

Sinopse: O jornalista Mario Abbade faz sua estreia na direção de longas-metragens narrando a trajetória de Neville D’Almeida. O documentário vai além de uma justa homenagem à obra do diretor mineiro e o reconduz ao lugar que lhe é devido na história do cinema brasileiro, destacando sua arte transgressora e sua fuga de um audiovisual preso a editais. A narrativa passeia pela filmografia do artista através de registros de seus filmes, imagens raras de arquivo e entrevistas com nomes presentes em sua trajetória como Lima Duarte, Cacá Diegues, Regina Casé, entre outros, além do próprio cineasta.

Livre em cena, Neville passa a limpo a carreira e aborda assuntos como a censura sofrida no período da ditadura e o erotismo de suas produções, a relação com Nelson Rodrigues e os sucessos de bilheteria “A Dama do Lotação” (1978) e “Os Sete Gatinhos” (1980), a polêmica cena de sexo explícito em “Rio Babilônia” (1982) e o confuso set de “Navalha na Carne” (1997).

A Dama do Lotação (1978) (92’)

Horário: Quarta, dia 16/10, à 0h15

Classificação: 18 anos

Direção: Neville D’Almeida

Sinopse: Carlos (Nuno Leal Maia) e Solange (Sônia Braga) são namorados desde jovens, mas mantém um relacionamento casto até o casamento. Na aguardada noite de núpcias, no entanto, a moça decide continuar virgem mesmo após todas as súplicas do rapaz. Em um acesso de raiva, no entanto, ele perde o controle e estupra a própria esposa. Mesmo após o crime, a mulher mantém algum afeto pelo marido, mas não consegue mais tolerar seu toque. Para provar a si mesma dos seus desejos sexuais, começa a ter relações libidinosas com desconhecidos com quem se depara em um ônibus, com o melhor amigo do cônjuge e até mesmo com o sogro (Jorge Dória).

Os Sete Gatinhos (1977) (109’)

Horário: Quarta, dia 23/10, à 0h15

Classificação: 18 anos

Direção: Neville D’Almeida

Sinopse: Seu Noronha (Lima Duarte) mora no Grajaú, tradicional bairro da zona norte carioca, e trabalha na Câmara dos Deputados servindo cafezinho aos parlamentares. Aracy (Thelma Reston), sua mulher e a quem chama de “gorda”, vive na mais completa solidão. Das cinco filhas do casal, quatro decidiram se prostituir. Mas o pai admite a situação, com a condição de que as irmãs contribuam para o enxoval de casamento de Silene (Cristina Ache), a caçula da família. Aos 15 anos de idade, é interna num colégio de disciplina rígida e reflete a pureza perdida.

A estabilidade do lar acaba, entretanto, por ruir totalmente quando a menina é expulsa da escola após matar uma gata prenhe. Noronha não acredita na versão dada pelo diretor da instituição e, depois de insistir, acaba descobrindo a gravidez precoce da filha adolescente. A partir daí, decide abandonar o emprego e transforma sua casa num bordel, com o argumento de que a renda familiar poderia crescer.

Rio Babilônia (1982) (109’)

Horário: Quarta, dia 30/10, à 0h15

Classificação: 18 anos

Direção: Neville D’Almeida

Sinopse: Joel Barcelos, Christiane Torloni e Jardel Filho – em sua última aparição no cinema – estrelam esta polêmica produção de Neville D’Almeida, vencedora do Kikito de melhor filme no Festival de Gramado.

No Rio de Janeiro das praias e favelas, das atrações turísticas e da miséria, o jornalista Marciano (Joel Barcelos) é acordado em seu apartamento pelo telefonema de uma agência de relações públicas, que o convida para recepcionar Dr. Liberato (Jardel Filho), industrial afastado do Brasil há vinte anos, que, na verdade, é um traficante internacional de ouro. Durante essa jornada, o repórter começa a investigar sua vida e eles acabam passando por diversas situações na cidade, desde muitas festas até confrontos perigosos com a polícia.

Matou a Família e Foi ao Cinema (1991) (102’)

Horário: Quarta, dia 06/11, à 0h15

Classificação: 18 anos

Direção: Neville D’Almeida

Sinopse: Um rapaz de classe média baixa carioca (Alexandre Frota) mata os pais a navalhadas e vai ao cinema, onde assiste a várias mortes anunciadas por manchetes de jornais sensacionalistas. Entre as crônicas policiais, destaca-se a história de Márcia (Cláudia Raia), uma jovem rica e insatisfeita, que aproveita uma viagem do marido para ir à casa de Petrópolis, onde recebe a visita de uma velha amiga, Renata (Louise Cardoso). Elas dançam, conversam sobre homens, recordam o tempo do colégio, se acariciam, fazem amor e finalmente se matam.

A Frente Fria Que a Chuva Traz (2016) (79’) ESTREIA

Horário: Quarta, dia 13/11, à 0h15

Classificação: 16 anos

Direção: Neville D’Almeida

Sinopse: Alisson (Johnny Massaro), Espeto (Chay Suede), Fabi (Juliana Lohmann), Christy (Marina Provenzzano), Lilly (Juliane Araújo) e Bia (Nathália Lima Verde) são jovens endinheirados e sem escrúpulos. Em busca de diversão e entregues ao ócio, o grupo aluga uma laje em uma favela carioca para organizar intermináveis festas regadas a drogas e sexo. Infiltrada para manter o seu vício, a prostituta Amsterdã (Bruna

Linzmeyer) enfrenta as dores de seu problema com entorpecentes enquanto lida com as futilidades e hipocrisia dos colegas. O filme apresenta um relato nu e cru de uma juventude anestesiada que explora classes sociais menos favorecidas e se diverte com a situação. Nesta paisagem de realidades tão distintas, o registro denuncia toda a miséria que o asfalto traz.