GRES Unidos do Porto da Pedra divulgou enredo para o Carnaval 2023

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Em evento realizado em sua quadra, em São Gonçalo, a Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra divulgou o enredo que apresentará no Carnaval 2023: “A Invenção da Amazônia”, de autoria do carnavalesco Mauro Quintaes. 

A Porto da Pedra desfila pela Série Ouro da Liga RJ – Liga Independente do Grupo A do Rio de Janeiro, na Sapucaí.

Confira a sinopse.

G.R.E.S. UNIDOS DO PORTO DA PEDRA  – CARNAVAL 2023

“A INVENÇÃO DA AMAZÔNIA”

O imaginário humano sempre foi permeado de mitos e lendas dando forma a fabulações que construíram o entendimento da humanidade sobre fatos e lugares. O delírio sempre foi parceiro dos viajantes, principalmente, por potencializar os seus imaginários, e assim, transformar o real em extraordinário. Desta forma, simples relatos se tornaram histórias que, por longos períodos, foram a única forma de revelar lugares desconhecidos ao redor do mundo.

Foi assim, fascinado pelo poder de inventar, que Julio Verne transportou leitores em viagens extraordinárias. Em uma destas aventuras delirantes, a mente inventiva do francês cria uma jangada – título de um de seus livros – para navegar a gigantesca extensão do Rio Amazonas. A bordo deste louco maquinário, o G.R.E.S. Unidos do Porto da Pedra, lhe convida a embarcar neste “delírio-enredo”, que apresentará as figuras que deram forma ao imaginário amazônico. 

A floresta, a hileia, a mata que se ergueu feito labirinto verde. As vezes paraíso perdido, outras inferno ardente e febril. A Amazônia sempre foi objeto de cobiça pela utopia de um novo mundo imaculado. Deslumbrante, exótico, misterioso. Este fascínio pela floresta deu forma a ilusões que viraram contos, e estes, se cristalizaram no imaginário popular através dos contadores de histórias. 

O pavilhão vermelho e branco de São Gonçalo, encantado com “aura de guerreiro e alma de artista”, e inspirado pelo poder inventivo e criativo de Júlio Verne, celebra no Carnaval de 2023 os contadores de história da Amazônia. Figuras simples dos beiradões ou escritores. Reconhecidos ou anônimos. Mestres que repassam através das gerações o encantamento com as palavras que se eternizam na sabedoria popular e na arte cabocla entre festas, luzes e pajelanças. 

É assim que essa história começa!

Os mistérios da floresta vão nos guiar.

Eis a “Invenção da Amazônia”,

A jangada vai partir!

Mauro Quintaes
Diego Araújo