GRES Imperadores Rubro-Negros divulga sinopse e regulamento  do concurso de samba-enredo para o carnaval 2020

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A Escola de Samba Imperadores Rubro-Negros divulgou a sinopse do 
enredo que apresentará na Intendente Magalhães, no carnaval 2020, em 
seu desfile pela Série D, da LIESB. A agremiação tem por enredo ‘Bate 
na Madeira Três Vezes, me dê meu Patuá para fazer meu Amuleto’, de 
autoria e desenvolvimento do carnavalesco Elídio Júnior.

A Escola também realizará seu primeiro concurso de samba-enredo.

A sinopse e o regulamento estarão a disposição dos compositores nas 
redes sociais e com diretores da agremiação. A data limite para 
entrega das composições é 07/06, com a apresentação sem cortes 
acontecendo dia 09/06. Serão três eliminatórias nas semanas seguintes, 
que acontecerão na quadra da Imperadores Rubro-Negros, localizada na 
Rua Monsenhor Jerônimo, 135 – Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio.

Confira a sinopse e o regulamento do concurso de samba-enredo.

Histórico do Enredo:

ANDAR COM FÉ

(Gilberto Gil)

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Que a fé tá na mulher
A fé tá na cobra coral (Ô-ô)
Num pedaço de pão
A fé tá na maré
Na lâmina de um punhal (Ô-ô)
Na luz, na escuridão
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
A fé tá na manhã
A fé tá no anoitecer (Ô-ô)
No calor do verão
A fé tá viva e sã
A fé também tá pra morrer (Ô-ô)
Triste na solidão
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá (Ô-ô)
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar (Ô-ô)
Pelo sim, pelo não…
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faia…

Em junho de 2018 nasceu uma nova fonte de amor no carnaval. Esta festa 
que conquista e arrebata, que encanta e arrasta multidões, que envolve 
paixões e seguidores, viu nascer, então, o GRES Imperadores Rubro 
Negros, cujos fiéis tem na sua bandeira rubro-negra seu maior voto de 
adoração. E seu escudo, uma coroa, com um urubu pousado e ramo de 
louros brinda a todos com elementos de culto e grandiosidade. Esta 
jovem nação Imperadora se protege com seu manto sagrado, seu pavilhão, 
para, nos dias da folia de Momo, ver seu pedido virar realidade: ser 
campeã!

E quem não tem seus objetos protetores? Isto não é coisa só dos 
Imperadores… Há quem projeta a casa e o emprego; outros pedem proteção 
pessoal e pros familiares. Mas tem quem procure um novo amor e mais 
dinheiro. E os carros não precisam apenas de seguro. Sem contar os 
muitos que, nos dias de hoje, pedem paz… Cada um dentro de sua fé 
carrega objetos, crenças, atos e fatos que coexistem todos os dias do 
ano, dando forma a um mosaico cultural de origem ancestral, revelado 
em pequenos objetos que vinculam o homem ao sagrado, propagando sua fé.

Esses fiéis pouco se importam com a lógica do mundo real. Quem crê de 
verdade expõe (ou oculta) sua fé em pequenos objetos carregados de 
sentimentos. E tem fé para todo lado, a cada esquina, a cada templo, a 
cada casa, em cada pessoa… Os índios cultuavam seu Tupã e se integram 
com as florestas; os brancos chegaram com seu Cristianismo e objetos 
de adoração; os negros, carregados de ancestralidade, louvam 
antepassados, orixás e elementos da Natureza. E desde então diversas 
outras expressões religiosas e de fé foram se fixando e se espalhando 
pelo nosso país.

Pedindo proteção para as demandas do dia a dia, todos carregam 
cristais, pés de coelho, arruda e Guiné; formas de se conectar com a 
força natural em busca de segurança. São os amuletos do cotidiano, 
todos com sua origem na Natureza. Mas também temos espadas, espelhos, 
figas e até diamantes lapidados. Formas elaboradas pelo homem e com 
objetivos específicos; esses são nossos patuás… e outros tantos 
construídos pela mão do homem.

É muito comum ver pessoas utilizando trevos de quatro folhas, ervas, 
flores, incensos, olhos gregos,figas, crucifixos, escapulários, 
terços, elefantes, sapinhos, incensos e os mais diversos objetos como 
catalisadores, filtros de energias, protetores espirituais. Outras 
pessoas utilizam ainda objetos de decoração como estátuas, quadros, 
jarros, e objetos de arte para aumentar, anular ou estabilizar certas 
energias. Sem contar todas as velas acesas todo dia… Toda forma de Axé 
coloca cada um em contato com sua espiritualidade, crença, fé, 
misticismo, religião. Alguns destes objetos ficam às claras, outros 
bem perto de nosso corpo.

A fé se revela no mar, nas matas, cachoeiras, banhos de erva… Se 
revela nos templos, igrejas, sinagogas e nos terreiros de axé. Mas 
também se revela no relicário de objetos de adoração que é construído 
pelo homem e que, ungidos, carregam e simbolizam a força que move os 
Homens de Fé. E o que vemos com nossos fiéis rubro-negros?…e o que não 
vemos?… Neste jogo de revela-oculta, “a fé não costuma faia”.

Domingo, por exemplo, um torcedor pode ir ao Maracanã torcer 
intensamente para o time que é fã. Talvez ele leve foguetes e 
bandeiras na fé de que…ele vai ser campeão!… Ah, como não torcer para 
o rubro-negro carioca  de tantas glórias de terra e mar, de tantos 
heróis ungidos pela fé em um pavilhão que carrega com ele raça, amor e 
paixão?

O que seria do “mais querido” sem sua gigante torcida que atravessa 
todos os continentes, que canta, pula e vibra a cada vitória. Vitórias 
conquistadas com suor e amor à Bandeira, símbolo maior desta Religião… 
E seus seguidores, pouco se importam com o que se diz sobre a origem 
de todas as coisas. Afinal, há 125 anos, um aperto de mão marcou o 
início de tudo, com remadores que foram os ‘criadores’ deste gigante 
que arrasta milhões de fiéis pelos quatro cantos do mundo… Nosso manto 
de missa, nossa camisa rubro-Negra, traz a marca de nosso Deus dos 
gramados, o número 10 nas costas: Que abençoe a todos e traga muitas 
outras glórias! Amém…

Essa paixão é tão popular que carrega laços profundos com a 
religiosidade. Milhões de diversos fiéis professam sua fé em vermelho 
e preto, que congrega essa diversidade. E cada fé tem um pouco de 
espiritualidade, misticismo, crendice e doutrinas. Tudo se congrega no 
mesmo porto da fé; tudo e todos se irmanam de forma inseparável sob a 
proteção do Manto Sagrado, camisa 10, cada um trazendo seus patuás, 
suas fitinhas de santo, seus amuletos. Cada objeto de fé consagrado e 
pleno de axé, força mágica do santo católico, Orixá ou Guia de Luz…

E assim, todo ano, em 28 de outubro, uma verdadeira procissão de 
fiéis, repetindo uma tradição iniciada lá pelos anos de 1950, vai 
louvar o padroeiro desta gigante nação rubro-negra: São Judas Tadeu. 
Sendo um dos doze Apóstolos e estando presente durante o Pentecostes, 
tem como atributos a régua de marceneiro, uma maçã e um machado. Todos 
levam amuletos e patuás buscando unção do Santo… E com grande 
confiança, fé e certeza de novas conquistas, a fiel Nação Rubro Negra 
entoa seu hino de louvor:

É meu maior prazer vê-lo brilhar,

Seja na Terra, seja no Mar,

Vencer, vencer, vencer…

Mas é Carnaval e lá vem Imperadores!

Todos juntos, cada um com sua fé, seu amuleto e seu patuá! Unidos por 
um bem maior. Mas isso fica entre nós…

É melhor bater na madeira…

Justificativa do Enredo:

Para o carnaval de 2020, o GRES Imperadores Rubro Negros se propõe a 
fazer uma ode à coexistência de fés. E clamar por paz entre os Homens…

Para tal, apresentará o enredo Bate na Madeira três vezes, me dê meu 
patuá pra fazer meu amuleto não para contar a história dos amuletos e 
patuás, mas para mostrar que todos carregam os seus, de forma clara ou 
oculta e com os mais diversos objetivos. E que todos juntos podem 
fortalecer as relações humanas em busca de um bem maior… Inclusive no 
futebol!

E não é diferente com os Imperadores: o rodar de seu pavilhão 
empunhado pela porta bandeira revela toda a força da e respeito à 
ancestralidade do samba. Bailar este protegido pelo seu guardião 
Mestre Sala. E a cada girar, que o sonho imperador se torne mais real. 
Para tal, dividimos nosso enredo em três setores, a saber:

No primeiro falaremos da origem natural da fé e chegamos à fé dos 
Imperadores, mostrando que cada um tem sua fé e é guiado por uma luz, 
quer espiritual, religiosa ou um ser de luz. No segundo, faremos um 
passeio por objetos de fé carregados por cada um e até mesmo aqueles 
que estão pelas casas, construindo um imenso relicário da cultura 
popular. Por fim, traremos a fé que move os fiéis ao “mais querido”: 
começando pela bandeira, passando pelo manto sagrado e chegando ao 
Santo protetor e, com ele, um grande pedido de paz entre as torcidas.

Assim, os Imperadores Rubro Negros colocam toda a fé na avenida com a 
esperança de alcançar sua maior glória: ser campeões!

REGULAMENTO DA DISPUTA DE SAMBA-ENREDO

G.R.E.S. IMPERADORES RUBRO-NEGROS.

Os compositores inscritos neste concurso deverão seguir as regras 
descritas deste regulamento, conforme segue:

1) O participante do samba concorrente deverá fornecer a quantidade 
mínima de 10 cópias em papel A4 e 02 CDs com o samba gravado.

2) Fica liberada aos compositores a divulgação antecipada do samba 
participante do Concurso Samba Enredo 2020 para o publico em geral.

3) O G.R.E.S. IMPERADORES RUBRO-NEGROS não se responsabiliza por 
quaisquer despesas que o compositor venha a ter relativas a sua 
participação no concurso Samba-Enredo.

4) Nos dias 07 e 28 de maio acontecerão as explanações com o 
Carnavalesco  na quadra da escola às 20h.

5) A taxa de inscrição será no valor de R$ 50,00 por COMPOSITOR, no 
momento da entrega dos sambas, dia 7/JUNHO/2019 às 20h na quadra da 
escola.

6) VETADA A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DA DIRETORIA do G.R.E.S. 
IMPERADORES RUBRO-NEGROS durante a realização do Concurso Samba-Enredo 
2020.

7) Sugerimos a distribuição das letras ao público durante as apresentações.

8) Será aplicada a pena de exclusão à música, cujo compositor deixar 
de comparecer na data prevista para apresentação. O compositor poderá 
nomear um representante para defesa de seu samba.

9) O critério para as eliminatórias ficará sob a responsabilidade da 
Direção do G.R.E.S. IMPERADORES RUBRO-NEGROS. Será definido até a 
primeira apresentação.

10) A DIREÇÃO DA ESCOLA reserva-se o direito de promover alteração no 
samba vencedor, caso seja necessário.

11) Declarado vencedor, o Samba passará a ser propriedade do “G.R.E.S. 
IMPERADORES RUBRO-NEGROS”, inclusive os direitos de gravação, 
comercialização, etc…

12) Deverão entrar em julgamento os seguintes quesitos: ·Letra, 
melodia e enredo.

-Em caso de empate entre duas ou mais composições, a decisão final 
será do Presidente da Agremiação.

13) Serão sumariamente eliminadas aquelas composições que em sua letra 
atentarem contra os bons costumes, a moral vigente, pessoas, poderes e 
entidades constituídas e as letras que não forem inéditas.

14) A primeira apresentação dos sambas concorrentes não terá caráter 
eliminatório e será no dia 09/JUNHO/2019 (Domingo), A PARTIR DAS 16h 
(impreterivelmente) NA SEDE DA ESCOLA.

15) As fases eliminatórias serão a partir da segunda apresentação nas 
respectivas datas: 16, 23 e 30 de junho.

16) A ordem de apresentação dos compositores no Concurso Samba Enredo 
Carnaval 2020, obedecerá a um sorteio que será realizado com todos os 
compositores concorrentes, 30 minutos antes do início de cada 
apresentação do Concurso Samba Enredo 2020.

17) Não será permitida agressão verbal à comissão organizadora ou aos 
jurados sendo sumariamente desclassificado o grupo que assim proceder.

18) Todos os casos omissos no presente regulamento serão dirimidos 
pela Comissão Organizadora do Concurso Samba Enredo do Carnaval 2020.