Viaduto de Madureira recebe o espetáculo de Jongo Fuzuê: Salve, Madureira!

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O Viaduto Negrão de Lima, popularmente conhecido como Viaduto de Madureira, será palco do evento Fuzuê: Salve, Madureira! na quinta-feira, dia 18 de maio, a partir das 20h, com entrada gratuita. O espetáculo de jongo, ritmo tradicional do Morro da Serrinha, juntamente com samba de roda e coco, é feito para o público dançar e interagir. A atividade é realizada pela Companhia de Aruanda e faz parte do projeto Escola de Patrimônio Imaterial, patrocinado pela Petrobras e pela Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do RJ.

Será um encontro de manifestações da cultura popular brasileira, lúdica, expressiva e musical. O Fuzuê: Salve, Madureira! é uma festa do povo, a partir do encontro das tradições ancestrais, em território afro-indígena, o Viaduto de Madureira. Segundo a organização, o evento é uma “prática experimental de vivência sócio afetuosa, coletiva e livre”.

O Jongo é uma manifestação cultural de origem africana, da região do Congo-Angola, que chegou ao Brasil através dos escravizados, trazidos ao país para as lavouras de café nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O ritmo teve seu início no Vale do Café, e com a abolição foi trazido para os morros cariocas, dentre eles a Serrinha, em Madureira.

Trata-se de um dos patrimônios imateriais da Serrinha, assim como  a umbanda, o partido alto, o samba de raiz, as festas populares de São Jorge, São Cosme e Damião.

O espetáculo é uma produção da Companhia de Aruanda, formada por alguns herdeiros culturais de Mestre Darcy, que há 15 anos tocam, cantam e dançam jongo e samba debaixo do Viaduto de Madureira, numa grande roda aberta a todos. O nome da celebração é Fuzuê d’Aruanda e acontece mensalmente, na terceira quinta-feira do mês.

Escola de Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro

A Companhia de Aruanda é um dos grupos que integram a Escola de Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro, projeto patrocinado pela Petrobras e pela Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa que teve início em 2022. A Escola tem como objetivo a educação de crianças, adolescentes e jovens de comunidades tradicionais, através da realização de atividades intergeracionais de transmissão oral de patrimônios imateriais fluminenses, de cinco comunidades detentoras desses saberes e fazeres ancestrais em seus territórios.

A iniciativa oferece estrutura para que Mestres e Mestras transmitam e exibam seus saberes e fazeres tradicionais, buscando garantir a salvaguarda desses tesouros. São músicas, danças, integração com a natureza, comidas, ervas de cura. Frutos dos encontros de povos originários com escravizados de diversas nações da África. São tradições matrizes da cultura brasileira, fundamentais para a construção da nossa música popular e que devem ser salvaguardadas.

Sobre os Grupos

➤ Quissamã: Sítio Santa Luzia Quilombo Machadinha (rodas de jongo, gastronomia das senzalas e boi-pintadinho)

➤ Madureira: Companhia de Aruanda (rodas de jongo e de samba)

➤ Guapimirim: Centro de Tradições Afro Onixêgum (tambores, cantos, danças, uso de plantas nas medicinas e encantos)

➤ Magé: Grupo Zé Mussum (rodas de capoeira e de jongo)

➤ Paraty: Ciranda Caiçara de Tarituba (ciranda, folias, saberes da pesca, gastronomia caiçara)

SERVIÇO:

Fuzuê: Salve, Madureira!

Quando:18 de maio de 2023 (quinta-feira)

Horário: a partir das 20h

Local:Rua Carvalho de Souza s/nº, embaixo do Viaduto Negrão de Lima – Madureira – Rio de Janeiro

Para saber mais sobre a Escola de Patrimônio Imaterial do Rio, siga as redes e acesse site: @patrimonioimaterialrio (Instagram) e https://patrimonioimaterialrio.com.br